Dia Internacional do Café

Dia Internacional do Café

Em 1º. de outubro se comemora o Dia Internacional do Café.

Com uma história de sabor e aroma descobertos ao longo de milênios, o café tem lugar garantido em praticamente todos os lares e empresas.

O café da Integrada, com atributos diferenciados, colabora para suprir a preferência de quem se dedica, alguns minutos do dia, a saborear suas nuances aromáticas.

Os cafeicultores cooperados da Integrada tem lavouras no Norte Pioneiro, tradicional por favorecer a produção de grãos de qualidade, pela altitude e clima adequados à atividade.

O café está tão incorporado à rotina da sociedade, que foram criadas três datas oficiais dedicadas a celebrar sua popularização.

Dia 14 de abril

Nesta data, a indústria cafeeira mundial homenageia a segunda bebida mais consumida do mundo; perde apenas para a água. Esta, talvez, seja a data mais conhecida quando se trata de referências na internet. 

Dia 24 de maio

Este é o Dia Nacional do Café, e o dia do barista, o especialista no preparo de bebidas à base de café. O dia 24 de maio foi oficializado pela Associação Brasileira da Indústria de Café – ABIC, em 2005. A razão seria a abertura simbólica das colheitas na maior parte das regiões produtoras do país. Portanto, é uma data comemorada apenas no Brasil. 

Dia 1º. de Outubro

É o Dia Internacional do Café. A data foi escolhida em 2015 pela Organização Internacional do Café – OIC, com o objetivo de unificar as celebrações ao redor do mundo. Mas, as datas anteriores permanecem na lembrança dos adeptos de café, afinal, comemoração é sempre bem-vinda!

Café Coperatto

A Integrada completou 25 anos de fundação em 2020 e, para celebrar a data com a elegância merecida, lançou o Café Coperatto.

Inicialmente comercializado apenas nas unidades da cooperativa, hoje está disponível para o consumidor de bom gosto em mais de 100 pontos de venda no varejo. E, em duas versões, tradicional e extra forte.

Sirva-se de um cafezinho e retome a leitura. Você vai conhecer um pouco mais sobre a origem do café.

Cabras cheias de energia

A história conta que o café veio da África, especificamente da Etiópia, e que a Europa foi responsável por difundir o consumo da bebida pelo globo.

Pouco se conta que um pastor de cabras africano teria iniciado o consumo do grão.

Manuscritos do Iêmen de 575 d.C, revelam que o pastor Kaldi observou que suas cabras ficavam alegres e cheias de energia depois que mastigavam frutos de coloração amarelo avermelhada de arbustos abundantes nos campos. E, passou a provar os frutos.

Lenda ou não, registros históricos indicam que nesta época a exploração de diferentes possibilidades de consumo do café começou a se difundir.

Conta uma lenda o café foi descoberto por um pastor que notou que suas cabras ficavam mais alegres e cheias de energia após mastigarem frutos amarelo avermelhados.

Os etíopes alimentavam-se de sua polpa doce macerada, ou a misturavam em banha nas refeições. As folhas eram mastigadas ou utilizadas no preparo de chás. Ainda, dos grãos se extraía um suco fermentado, transformado em bebida alcoólica.

A infusão com o café e cerejas fervidas em água, geralmente era usada para fins medicinais. E, monges utilizavam o café como estimulante, para ajudá-los nas rezas e vigílias noturnas.

Os árabes dominaram a técnica de plantio e preparação do café. As plantas foram denominadas Kaweh e sua bebida recebeu o nome de Kahwah ou Cahue, “força” em árabe.

Torrefação

A torrefação foi outro passo importante para a popularização do café no mundo, no séc. XIV, quando a bebida adquiriu a forma e gosto que conhecemos hoje.

A etapa seguinte foi a produção comercial no Iêmen. O cultivo em terraços com irrigação facilitada pela água dos poços do local, permitiu que a região tivesse o controle sobre a produção. O país manteve o monopólio da comercialização por bastante tempo.

Por apresentar sabor agradável e por ser estimulante, o café recebeu grandes investimentos. O crescente interesse pela bebida permitiu sua “globalização” e facilitou a intervenção cultural tanto nas formas de consumo quanto nas técnicas de plantio.

A tradição de se “tomar um cafezinho”

O hábito de tomar café como bebida prazerosa em caráter doméstico ou em recintos coletivos se popularizou a partir de 1450. Ele era muito comum entre os filósofos.

Poucos anos depois, a Turquia transformou o “hábito do café” em ritual de sociabilidade.

Nesse pais surgiu o primeiro estabelecimento de café do mundo, o Kiva Han, por volta de 1475. Desde então, tomar café passou a ser “um rito” que se propagou mundo afora.

Em 1574, os cafés do Cairo e de Meca eram locais procurados por artistas e poetas.

Café aquece a economia do Brasil

O café foi popularizado na Europa no século XVII. Mudas do Jardim Botânico de Amsterdã, na Holanda, chegaram na Guiana Francesa (hoje, Suriname). No século XVIII, Francisco de Mello Palheta trouxe uma muda para o Brasil e a semeou em Belém, no Pará, em 1727.

Depois, o café foi levado para o litoral brasileiro, rumo ao sul. Chegou no Rio de Janeiro por volta de 1760.

A produção para exportação ganhou força no início do século XIX. A razão foi o aumento da procura do produto por consumidores da Europa e dos EUA.

O café do Brasil encontrou clima e solo favoráveis nas províncias do Rio de Janeiro e de São Paulo. A rota de transporte de mercadorias entre o Rio de Janeiro e as zonas de mineração contribuiu para a ampliação da lavoura cafeeira. As estradas favoreciam o escoamento.

As técnicas de produção de café eram simples. Se desmatavam terras para plantio das mudas, que demoravam cerca de cinco anos para frutificar.

A colheita era manual, feita pelos escravos, que colocavam os grãos para secar em terreiros. O café era beneficiado em monjolos, com socadores de madeira, movidos pela força d’água.

O café beneficiado era transportado nos lombos de mulas para o porto do Rio de Janeiro, de onde era exportado.

O café aqueceu e modernizou a economia e a sociedade brasileiras. Um dos exemplos mais marcantes do progresso dessa época, foi a construção de ferrovias para o transporte do produto. As estradas de ferro interligaram algumas regiões do Império, inclusive com a expansão das lavouras para as terras roxas do Oeste paulista, após a década de 1860.

O café fortaleceu o Porto de Santos como principal exportador.

Embarque de café no Porto de Santos, em fotografia de 1880 feita por Marc Ferrez.

Entre 1836 e 1837, a produção cafeeira superou a de açúcar. O café se transforma no principal produto de exportação do Império.

O café garantiu recursos para a urbanização de cidades como Rio de Janeiro, São Paulo e interior paulista. Foi o motor da industrialização do país e criou as condições para o desenvolvimento do sistema bancário brasileiro.

O café no Paraná

O café foi atrativo para a venda de terras de alta fertilidade e colonização das áreas ainda desabitadas no estado. Era o início do séc. XX.

Devido à redução dos estoques mundiais, os preços internacionais naquele período foram muito favoráveis, incentivando o aumento do plantio de café no Paraná. Em 1962, a área com café passava de 1,6 milhão de hectares.

Na safra 1961/62, o Paraná colheu o recorde de 21,3 milhões de sacas de 60 kg, 28% da safra mundial, de 76 milhões de sacas.

Por um longo período, o café foi o principal gerador de riquezas para o Estado, fixou o trabalhador no meio rural, e tornou as pequenas e médias propriedades economicamente viáveis, numa época de poucas alternativas agrícolas.

Logo após 1962, os estoques altos derrubaram os preços. O governo federal lançou programas de erradicação para tentar manter os preços no mercado internacional.

A partir de 1975, com a ocorrência da geada negra, que dizimou os cafezais do Estado, a agricultura paranaense se voltou para a soja e o trigo.

Ao mesmo tempo, uma nova cafeicultura surgiu, com o uso racional de insumos e adoção de variedades mais produtivas.

Na década de 1980, o cafeicultor paranaense passa a adotar mais tecnologia. Eleva a produtividade com o sistema de plantio adensado e cuidados na colheita. Aperfeiçoa o beneficiamento e a qualidade da bebida.

A Integrada mantém uma equipe técnico agronômica altamente capacitada, que oferece acompanhamento permanente para os cafeicultores cooperados.

O resultado é menor prejuízo diante de intempéries e mais proteção à renda do produtor.

Fontes:

https://www.graogourmet.com/blog/dia-mundial-internacional-ou-nacional-do-cafe/

https://brasilescola.uol.com.br/historia/o-cafe-no-brasil-suas-origens.htm

https://revistacafeicultura.com.br/?mat=3644

https://abic.com.br/tudo-de-cafe/origem-do-cafe

Fotos: embarque de café no Porto de Santos – site brasil escola

xícara com grãos de café – site grão gourmet

Imagem: planta e grãos de café – site ABIC

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